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segunda-feira, 3 de março de 2014

Música descoberta no quadro de Bosch


 “O Jardim Dos Prazeres da Terra” é uma obra pintada em 1504 pelo artista Hieronymous Bosch e exposta no Museu Del Prado, em Madri. A técnica utilizada é a de óleo sobre madeira.
Pode-se notar, no centro da pintura uma espécie de painel que celebra os prazeres da carne. Do lado esquerdo, uma espécie de paraíso terrestre e do direito, o inferno.
Acontece que, um usuário do Tumblr acabou notando uma espécie de tablatura musical desenhada nas nádegas de um personagem que estava sendo torturado no inferno da pintura.

Segundo o site Revista Cifras, uma estudante universitária chamada Amelia tentou tocar a canção. Ela afirma que tentou “transcrevê-la em notação moderna, supondo que a segunda linha escrita é em C (o tom “dó”), como era comum para os cantos desta época”. ”
Ouça aqui a canção gravada nas nádegas do pobre sofredor do inferno.
Essa é a canção, deixada por Bosch, há mais de 500 anos, na bunda de um pobre pecador condenado a tortura eterna.


fonte: http://literatortura.com/2014/02/musica-e-descoberta-nas-nadegas-de-figura-infernal-com-mais-de-500-anos/

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Gustave Caillebotte



Caillebotte nasceu Paris no dia 19 de Agosto de 1848 em uma familia abastada  foi um pintor francês, membro e patrono de um grupo de artistas conhecido como impressionistas, colecionador de selos e engenheiro de iates.Suas pinturas retratavam geralmente membros de sua familia na vida domestica. 

Caillebotte formou-se em  em 1868 e uma obteve licença para praticar direito em 1870. Pouco tempo depois, ele foi convocado para lutar na Guerra Franco-Prussiana, e serviu à Guarde Nationale Mobile de la Seine. Após a guerra, Caillebotte começou a visitar o estúdio do pintor Léon Bonnat, onde ele iniciou seus estudos de arte. Em 1873, Caillebotte entrou na École des Beaux-Arts, mas aparentemente não a frequentou por muito tempo. Por volta dessa época, Caillebotte encontrou e se tornou amigo de vários artistas que não eram da academia francesa, incluindo Edgar Degas e Giuseppe De Nittis, e compareceu (mas não participou da) primeira exibição Impressionista de 1874.


Young Man at His Window, 1875, mostra René na casa da rue de Miromesnil

Portraits in the Country, 1875, mostra a mãe de Caillebotte junto com sua tia, primos, e um amigo da família.



The Orange Trees, 1878, exibe Martial Jr. e sua prima Zoë no jardim da propriedade da família em Yerres


A abastada pensão que Caillebotte recebia, somada à herança que ele recebeu após a morte de seu pai em 1874 e de sua mãe em 1878 permitiram a ele pintar sem a pressão de vender seus trabalhos. Isso também permitiu a ele ajudar a financiar exibições impressionistas e a dar suporte a companheiros artistas e amigos (incluindo Claude MonetAuguste Renoir, e Camille Pissarro, dentre outros), ao comprar seus trabalhos e, pelo menos no caso de Monet, pagar o aluguel de seus estúdios.

O estilo de Caillebotte pertence à escola do Realismo. Como fizeram seus predecessores Jean-Francois Millet e Gustave Courbet, assim como seu contemporâneo Degas, Caillebotte tinha como objetivo pintar a realidade como ela existia e como e a via, tentando reduzir ao máximo a teatricidade inerente à pintura. Ele também compartilhava do comprometimento com a verossimilhança ótica dos Impressionistas. Caillebotte pintou muitas cenas domésticas, familiares, interiores, e figuras na paisagem de Yerres, mas ele é mais conhecido por suas pinturas da cidade de Paris

The Floor Scrapers, 1875

 Le pont de l'Europe, 1876

Paris Street, Rainy Day, 1877

Caillebotte pintou muitas cenas domésticas, familiares, interiores, e figuras na paisagem de Yerres, mas ele é mais conhecido por suas pinturas da cidade de Paris, como The Floor Scrapers, 1875, Le pont de l'Europe, 1876, e Paris Street, Rainy Day, 1877. Estas pinturas são um tanto controversas por mostrarem cenas banais e mundanas, e por sua perspectiva profunda. O piso inclinado comum a essas pinturas é bastante característico dos trabalhos de Caillebotte, o que pode ter sido fortemente influenciado por telas japonesas e a nova tecnologia da fotografia. Técnicas como cropping e zoom são facilmente encontradas nas obras de Caillebotte, o que pode ter sido o resultado de seu interesse por fotografia.

A carreira de pintor de Caillebotte diminuiu seu ritmo drasticamente na década de 1880, quando ele parou de produzir telas de tamanho grande e de exibir seus trabalhos. Ele adquiriu uma propriedade em Petit Gennevilliers, na margem do canal perto de Argenteuil, em 1881, e se mudou pra lá permanentemente em 1888. Ele devotou seu tempo à jardinagem e a construir iates de corrida, e passou muito tempo junto a seu irmão Martial, e seu amigo Renoir, que frequentemente visitava Petit Gennevilliers. Muitas fontes afirmam que antes de sua morte, ele teve um caso com uma mulher muito mais jovem, Emilie Schlauch, mas isso não pode ser confirmado ou negado com base nas evidências históricas existentes. Caillebotte morreu enquanto trabalhava em seu jardim em Petit Gennevilliers em 1894 de congestão pulmonária, e foi enterrado no Cemitério de Père Lachaise em Paris.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustave_Caillebotte)

sábado, 5 de outubro de 2013

Giovanni Boldini

Ficheiro:Giovanni Boldini.jpgNasceu em Ferrara, no dia 31 de dezembro de 1842 e veio a falecer no dia 11 de julho de 1931.


Seu pai Antonio Boldini era um pintor e restaurador, no período de 1844 à 1846 faz ilustrações para a vida de artistas, como por exemplo para o poeta  Girolamo Baruffaldi. Neste mesmo período um rico parente advogado morre e deixa parte de suas posses para a família de Boldini. No ano seguinte eles se mudam para a casa do falecido, e em 1850 Giovanni começa a frequentar a escola.

Sob orientação do seu pai, Boldini começa a se interessar por pinturas, e não demora para que largue a escola para se dedicar ao desenho em tempo integral.
Com quatorze anos pinta um retrato de sua irma, Beatrice, e é nessa época que começa a frequentar a escola de Gary e Jerome Domenech.

Em 1859, faz uma copia do quadro de Rafael "Madonna of the chair".


  (PS: Essa versão é provavelmente do Rafael.)

No ano seguinte a pintura, se apaixona perdidamente por Julia, irmã da noiva de um amigo, porem, a mesma está noiva, e se casará no próximo ano com Bologna Cesare Gualandi.

Em 1861 é isento do serviço militar, pois tinha apenas 1,54 metros de altura, um centímetro abaixo da exigência.

Com algum dinheiro deixado pelo tio avô advogado, ele consegue se mudar para Florença, a onde faz amizade com Michele Gordigiane (filha de um musicista) , Cristiano Banti (pintor) e Telemaco Signorini (pintor )Na companhia dos mesmos ele participou do Café e Caffè Doney Michellangelo na Via Tornabuoni.
Se mudou para Londres, a onde fez diversos trabalhos para a nobreza e ganhou o apelido " Little italian" (pequeno italiano)

Vai a Paris, para a Exposição Universal de 1867, quando conhece DegasManet,SisleyCaillebotte, admirando sobretudo as obras de Corot. Três anos mais tarde, faz uma estada em Londres, fundamental pelo estudo de grandes retratistas e caricaturistas ingleses do século XVIII, de Gainsborough a Hogarth.
Com a derrota da Comuna em 1871, Boldini retorna a Paris, desta vez para se fixar na cidade que se apresta a viver seu mais glorioso período mundano. O marchand Goupil compra obras suas no gênero anedótico de Meissonnier e Fortuny, onde se percebe um diálogo estético com a produção de Watteau e Fragonard.
Na década de 1880, é de se sublinhar seu encontro decisivo com Frans Hals, graças a uma viagem à Holanda em 1875, onde nasce sua paixão pelas diversas tonalidades negras e pelos chumbos profundos. É desta década o célebre retrato a pastel de Verdi, que confirma a importância para sua obra da grande amizade com Degas.
A década de 1890 assiste ao nascimento de outra obra-prima do artista, o Retrato do Conde de Montesquiou (Centro Georges Pompidou, Paris), enquanto sua atividade como retratista leva-o a Nova Iorque, solicitado pelos Vanderbilt, pelos Whitney e outros. Os anos finais da atividade de Boldini são prejudicados por problemas de saúde e principalmente por um progressivo enfraquecimento da vista.

(Le Comte Robert de Montesquiou)
Le Comte Robert de Montesquiou, Giovanni Boldini (Italian), 1897, oil on canvas, 116 x 82.5 cm, Musée d’Orsay
You’re just mad ‘cause I’m styling on you.
(Lina Cavalieri)
Ficheiro:Boldini (Lina Cavalieri).jpg

(Princess Marthe Bibesco)


(Verdi)
File:Verdi.jpg

(passeio matinal)


(Beatrice Susanne)



(fonte:  http://giovanniboldini.net/Giovanni_Boldini/Boldini_Biography.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Boldini
http://en.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Boldini)



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Aubrey Beardsley


Aubrey Beardsley (21 de agosto de 1872 -  16 de março 1898) era um ilustrador e autor ingles. Ele desenhava com tinta preta influenciado pelo estilo japones de xilogravura que enfatizava o grotesco, o decadente e o erótico. Foi uma importante figura no movimento Esteticismo assim como Oscar Wilde e James A. Mecneill Whistler. Apesar da sua subita morte por tuberculose, Beardsley contribuiu significantemente par a Art Nouveau.


Em 1892 viajou para Paris onde conheceu o trabalho de Toulousse Lautrec e as xilogravuras japonesas famosas na época. Seu primeiro trabalho como ilustrador foi Le Morte d'Arthur de Thomas Malory

Seu trabalho pode ser dividido em muitos periodos evidentes em suas assinaturas.
Seus primeiros trabalhos não são assinados.
Entre 1891 e 1892 ele utilizava as iniciais A.V.B
Na metade de 1892, o periodo de Le Morte d'Arthur e The Bon Mots ele utilizou uma marca influenciada pelas janponesas as vezes acompanhadas por A.B.


Beardsley foi o artista mais controverso da arte nouveau pela sua obra geralmente em tinta preta e com imagens grotescas e eroticas.Suas ilustrações eram em preto e branco, muitas delas inspiradas na arte Shunga japonesa, com genitais gigantes. Suas mais famosas ilustrações eróticas são as Aristophanes - Lysistrata (a guerra dos sexos) e seus desenhos para Salomé de Oscar Wilde













(Fontes - http://en.wikipedia.org/wiki/Aubrey_Beardsleyhttp://beardsley.artpassions.net18 de setembro de 2013)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Impressionismo



Hoje estamos acostumados com diferentes noções de beleza, sendo ela a abstração da forma, da cor, etc. Mas antes do século XVIII a situação era bem diferente, isto é, no ocidente. Embora cada época e pintor tivesse suas peculiaridades os princípios herdados eram sempre os mesmos. Obviamente a pintura rococó representou um certo desvio da elevada seriedade exemplificada na obra de Rafael e pregada pelas academias desde o inicio do século XVI, mas de nenhum modo desviava desse idealismo.

Reprodução - 'Anjos', Rafael Sanzio.
Anjos - Rafael Sanzio


Porem com a invenção e popularização da fotografia a pintura foi perdendo seu espaço pela falta de praticidade e demora de realização. Então alguns artistas resolveram expor ao mundo o que a fotografia não podia captar: Cores , a incidência da luz e formas rápidas que os obturadores da época não conseguiam "paralisar". O nome dessa vertente é Impressionismo, que surgiu na França na metade do século XIX.

Turner, um dos percursores do impressionismo pelo seus estudos de luz e suas incidências de maneira mais natural possível.


Os autores impressionistas deixaram de se preocupar com os antigos ideais acadêmicos, deixaram de retratar temas nobres ou totalmente fieis a realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento eram o elemento principal da pintura impressionista, geralmente realizada ao ar livre para que os pintores conseguissem captar melhor as variações de cores da natureza.

As principais características são:

  • A pintura deve mostrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz do sol num determinado momento, pois as cores da natureza mudam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol
  • é também, com isto, uma pintura instantânea (captação o momento), recorrendo, inclusivamente, à fotografia;
  • as figuras não devem ter contornos nítidos pois o desenho deixa de ser o principal meio estrutural do quadro, passando a ser a mancha/cor;
  • as sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam. O preto jamais é usado em uma obra impressionista plena;
  • os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim um amarelo próximo a um violeta produz um efeito mais real do que um claro-escuro muito utilizado pelos academicistas no passado. Essa orientação viria dar mais tarde origem ao pontilhismo;
  • as cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura de pigmentos. Pelo contrário,devem ser puras e dissociadas no quadro em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se tornar óptica;
  • preferência pelos pintores em representar uma natureza morta a um objeto;
  • Valorização de decomposição das cores;
Um ótimo exemplo das caracteristias a cima é : O Lago das Ninfeias de Monet.


A primeira exposição impressionista aconteceu no Salon des Refusés (Salão dos Recusados, em francês) lá foram expostas as obras de arte recusadas no salão oficial, que era destinado aos artistas membros da Real Academia Francesa de Pintura e Escultura. O salão pertencia a um famoso fotografo da época Felix Nadar, que em abril de 1874 cedeu o local para Monet, Renoir, Pissaro, Sisley, Cézanne, Berthe Morisot e Degas numa altura em que o impressionismo não era bem recebido pela critica, o que possibilitou a esses pintores apresentarem a primeira exposição sem ser no Salon des Refusés.


Renoir


Monet




Degas 

Papel de Parede Gratuito de Artes : Degas - L' Etoile
Degas

Pissarro

Sisley

Morisot

Mary Cassat

Eliseu Visconti 





(Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Salon_des_Refusés
http://pt.wikipedia.org/wiki/Impressionismo
http://www.brasilescola.com/artes/impressionismo.htm
http://impressionismonobrasil.blogspot.com.br
Coleção grandes mestres abril
O mundo da arte - enciclopédia  dia 05/09/2013)


domingo, 1 de setembro de 2013

Harry Clarke

Harry Clarke nasceu em Dublin, Irlanda, foi um dos percursores do movimento " Arts and Crafts". Filho de um artesão, foi exposto a arte cedo, principalmente a arte nouveau. Estudou vitrais na  Dublin Art School, onde ganhou um premio por um dos seus trabalhos em vitrais em 1910.
Após seus estudos foi à Londres onde conseguiu um trabalho como ilustrador de livros. Seus primeiros trabalhos não foram concluidos, sendo eles um livro de Samuel Taylor Coleridge - O Conto do Velho Marinheiro ( trabalho que foi destruido durante a Easter Rising (Rebelião da Páscoa)em 1916, e uma edição ilustrada de Alexandre Pope do poema The Rape of the lock.

Aqui vai imagens das suas ilustrações, notem a semelhança com o trabalho de Aubrey Beardsley.



















E agora seu trabalho com o vidro:







(fontes: http://www.historicalballinrobe.com/page_id__55_path__0p4p18p.aspx
http://en.wikipedia.org/wiki/Harry_Clarke
http://50watts.com/Harry-Clarke-Illustrations-for-E-A-Poe
entre o dia 30/08/2013 ao dia 01/09/2013)

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