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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Não sou implacavel

Os conselhos nunca fogem do básico:
seja, forte
no máximo derrube algumas lágrimas- o dia acorda amanha, você também.
Acato e saúdo, vocês estão certos, certissimos !
Mas, se sigo esse caminho sou
bruta
rude
insensivel.
Não chorar pelos outros, me faz menos feminina, pelo visto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ontem

Eu
Desaprendi amor
O confundi com rima pobre - dor
E de todos os odores,
Senti em mim o pior fedor,
Os piores pecados,
Acatei tambem os piores recados
Só então
depois de tristes fins
depois de falsos sins
Aprendi
A quase sorrir de verdade.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sobre o termo certo

Ando lendo alguns livros
Por certo frases, nunca completamente
Para entender-me melhor
Mas não detalham fielmente

Não me leve a mal, 
se me decepciono ao inves de me explicar
Fico nervosa, bato, brigo
Não há evolução constante comigo. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Joguinho

Poesia não se adiquire
Injustamente eu vivia
Nasci poeta
Sem saber de ortografia.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sem Ter Ido


Passo, jogo de lado
Ando, sigo com passos
Musico, ouço, grito
Na pressa de viver idealizações,
Eu não faço sentido

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Diafragma



É tão óbvio o clique - emoção
Tão comum, tão sensível
Faz disso cópia
Tutorial? Já existe.
Como pôde ser?
Tão sem ar, tão... falso
Copia de qualquer história
Mostra-se algo que não é
Para ser, aceitar se
E eu ? Sou ar
Que respiro.

domingo, 12 de julho de 2015

Sono, só nó

Divago, me faço, mas sinto.
Ouço - labirinto.
Sentidos? Sumo.
Limpo, en.cubro e me esqueço
Nome ou endereço,
Nem inicio, nem começo
Encubro, a.dor.meço.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Afogo

A dor dará a esperança
De que algo ainda há
E que não é desperdício
Gastar em ti.
Por isso foco, finjo, fago, falo, fógo, fogo, fico, fujo e peço socorro
É falta de sol, é doença
E não há erva que água
O fogo que me afoga e lava
Detrit-ando os sentidos.

sábado, 26 de julho de 2014

Tendo em... Já vi.

Eu separo
E se paro
Não consigo mais andar.
Mesmo que distantes
Ou ao seu lado
O tempo passa devagar

Se me visto,
Ou se me avesso,
Toda me torço, se é pra te ver
Perco o endereço,
adereço-me por prazer.

Por fim, falo o que nem sei. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

História de Algodão

Uma menina bonitinha
Era um floco de algodão
Caiu como a neve
No meio do verão

Aguou com seu encanto
As flores, margaridas
Iluminou meu mundinho
Com cores divertidas

Uma menina, de tão bobinha
Me deu inspiração
Sorriu de lado
Prendeu a respiração
Pulou de cima do telhado
Em um mar cheio de histórias
Foi do japão, até a roma ! 
Contou a suas glórias !

Uma menina pequenina
Me fez escrever um livro
Um álbum de figurinhas
Com doces sortidos !
Um cavalo de brinquedo
Uma princesa em perigo !

E eram tantas suas histórias
Que não dava mais pra lembrar
De uma gaivota ao vento
Ou da estrela do mar
Só me lembro de um farol
E o canto da sereia
Quanta imaginação tem aquela menina pequena !

terça-feira, 17 de junho de 2014

O Conde Peixe

Honorário senhor leitor,
Essa é a história de um peixe
Que cansou de ser nadador
Abandonou tudo para virar Senhor !

Vamos ao começo...

Ele era um peixe
Bruto e astuto
Incrivelmente descontente
Com absolutamente tudo !

Seus colegas na escola
O deixavam de lado
Porque o peixe era
Rude e mal educado

Dizia mentiras
Que morava em uma mansão
Seu nome era Philiph Januário VI Estevan da Escandinávia
Mas na verdade era João

E de tão chato e tão astuto
Não parava nem um segundo
De seus feitos, mentiras espalhar

Disse que iria para França
Mas desde criança
Sua casa era o mar !


E depois da desconfiança
Veio a cobrança
Da verdade contar

Encheu seu peito de coragem
Cheio de vaidade
E vontade de provar

"Peixes e baleias!
Salmões de todas as idades !
Chega de baboseiras !
Conto-lhes a verdade!"

"Meu castelo é tão grande
Que lá cabem todos peixes
Adornado de limpeza
e cheio de enfeites !"

"São cores tão belas
E banquetes todo dia
A empregada limpa o chão
Sorrindo, pela minha humilde companhia "

"Acredite em quem vos fala !
Esse peixe não mentiria
Só não lhe apresento minha casa...
Porque é... longe ! Quem diria?!"

Os outros peixes inconformados
Com a falta de vergonha
Como mentia, peixe safado !
E então começou a barganha

"Temos fortes nadadeiras
Moramos no alto mar
Pare de ser orgulhoso
Você pode a verdade contar"

"Mas se preferir podemos presenciar
Se for longe, podemos nadar!
O que os olhos veem é verdade
Não dá pra escapar!"

Essa discussão continuou
Até o peixe concordar
Ele se amedrontou
Pois não tinha o que mostrar !

Com o trato fechado
Veio a complicação
Ele não tinha casa e nem castelo
Mas encontrou a solução.

Se lembrou de um lugar
aonde peixes não queriam estar
Os salmões começaram a gargalhar
"Lá é impossivel morar !"

Dizem que lá só há monstros
Criaturas esquisitas
Que é um breu imenso
Cheio de almas perdidas

Mas o orgulho é tão grande
Que ele seguiu em frente
Com medo do perigo
Pois peixe também sente !

E é do sentir que vem o orgulho
Ele não deu pra trás
Alguns peixes alarmaram
"Ele não sabe o que faz !"

E é assim, caros leitores
que essa história quase termina
O peixe passou seus limites
E sumiu como... neblina !

Foi então caros amigos
Que o pescador puxou a rede
"Mas que belo peixinho!
Vou dá-lo de presente !"

Enfim o peixe conquistou
Um castelo bem enfeitado
Aonde cabiam todos os peixes
Que moravam no aquário !

segunda-feira, 16 de junho de 2014

QuidProQuo


Distância diz tanto
Que a ânsia
Cisma
Em ver de novo.

Diz tanto
Da distância
Que se vê
Des-importância  




quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sem ti, sentir.



Dói mais viver do que não estar vivo
Para presenciar todas essas feridas que
Furam fundo
E não se apagam
É um rascunho que terminou antes da arte final.
Então perde toda a vida.
Perde a música,
Perde os sons,
O que resta é escassez de tudo.
E os sentidos
Que são nossa única forma de viver,
Sem distração, não sentem mais.
Sentir, sem ti.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sobre nós sermos os únicos, a saber, sobre os resquícios de nossa existência

Qual a verdade de existir?
Se é que podemos
achar palavras, para provar,
que toda a verdade existe.
Mas se existem palavras
há a construção.
E se existem estudos
existem os versos.
Aqueles que provam a veracidade
ao ver a cidade,
ao ver o que construimos.
O que sempre será
a única prova
de que antes de mim houve
Outros Eus




Marry Gabriele


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Existir

Não há o que dizer
Se todas as respostas já foram lançadas de altos relevos
Quaisquer que sejam minhas afirmações soarão falsas
Não há como ser feliz
Se felicidade é só questão de conceito,
Se nunca há de haver um segredo
E tudo é simplesmente existir

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Evaporar


Já que suas palavras chegam em mim vazias
Como o ar
Quando chegam
Se é que existe
Forma mais explicita de citar
Um parágrafo de um texto
Uma frase de ar.


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