Não há o que dizer
Se todas as respostas já foram lançadas de altos relevos
Quaisquer que sejam minhas afirmações soarão falsas
Não há como ser feliz
Se felicidade é só questão de conceito,
Se nunca há de haver um segredo
E tudo é simplesmente existir
segunda-feira, 1 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Bouguereau
William-Adolphe Bouguereau (La Rochelle, 30 de novembro de 1825 – La Rochelle, 19 de agosto de 1905) foi um professor e pintor acadêmico francês.
Com um talento manifesto desde a infância, recebeu treinamento
artístico em uma das mais prestigiadas escolas de arte de seu tempo, a Escola de Belas Artes de Paris, onde veio a ser mais tarde professor muito requisitado, ensinando também na Academia Julian. Sua carreira floresceu no período áureo do academicismo, sistema de ensino do qual foi um ardente defensor e do qual foi um dos mais típicos representantes.





terça-feira, 28 de maio de 2013
169 filmes nacionais online e de graça
(fonte: http://catracalivre.com.br/geral/cinema-dica-digital/indicacao/169-filmes-brasileiros-completos-online-e-de-graca/)
Filmes bons, raros, clássicos e necessários estão na lista: “O Cheiro do Ralo”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Cidade Baixa”, “Vidas Secas”, “Estamira”, “A Festa da Menina Morta”, “Batismo de Sangue”, entre muitos outros.

(a festa da menina morta)
http://www.youtube.com/playlist?list=PL9CBB5A6C86BEA452&feature=edit_ok
Filmes bons, raros, clássicos e necessários estão na lista: “O Cheiro do Ralo”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Cidade Baixa”, “Vidas Secas”, “Estamira”, “A Festa da Menina Morta”, “Batismo de Sangue”, entre muitos outros.
(a festa da menina morta)
http://www.youtube.com/playlist?list=PL9CBB5A6C86BEA452&feature=edit_ok
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Raizes de arvores como pontes
(fonte: http://www.hypeness.com.br/2013/05/eles-usam-raizes-de-arvores-para-construir-pontes-naturais-que-duram-ate-500-anos/)
É um belíssimo exemplo de arquitetura
sustentável e de como o homem pode conviver em paz com a natureza, mesmo
quando ela mostra sua força. Meghalaya, na Índia, é um
lugar frequentemente assolado por chuvas torrenciais, que chegam aos 15
metros por ano. Por isso os habitantes decidiram que em vez de
construir pontes, iriam cultivá-las.
São pontes vivas e que se fortalecem ao longo dos anos. O processo é feito recorrendo às raízes da Ficus Elastica,
uma espécie de figueira, que os habitantes fazem crescer entre as
margens dos rios. Como elas estão vivas, vão ficando maiores, cada vez
mais fortes e seguras, chegando a suportar mais de 50 pessoas. A
região é uma das mais úmidas do mundo e é conhecida pelos seus rios e
córregos de fluxo rápido, que com as fortes chuvas, são capazes de
destruir uma ponte convencional.
O processo de criação dessas verdadeiras
obras de arte naturais é passado de geração em geração, como você pode
verno vídeo abaixo. Uma ponte pode demorar entre 10 a 15 anos a ficar
totalmente funcional. Depois disso, algumas duram mais de 500 anos.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Selfless portraits
http://selflessportraits.com/
desenhe um desconhecido, e seja desenhado por um desconhecido
desenhe um desconhecido, e seja desenhado por um desconhecido
Couchsurfing - Dormindo em sofas desconhecidos
Um projeto para ceder o sofá da sua casa para algum viajante desconhecido, ou ate mesmo dormir na casa de algum host.
https://www.couchsurfing.org/
https://www.couchsurfing.org/
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Vladimir Maiakovski
Lilia Brik
"A história é terrível. Bela e terrível. Uma trajetória de relâmpago ou raio. Britadeira. Cadinho incandescente de siderúrgica. Rumor de máquina, prego e martelo. Pintor, dramaturgo e poeta, Maiakovski era pura emoção. Coração em chamas. Um homem que confessava precisar de amor, muito amor e carinho, para se sentir vivo. E que morreu porque o barco do amor espatifou-se na rotina. Ou no malévolo interesse das pessoas que o cercavam. Porque Maiakovski teve amor a mancheias, mas também teve muito mau-caráter em volta de si. Era um homem enorme, com voz de trovão, o trovão
que ecoa ao vento. E mesmo assim se deixou ser usado por pessoas que diziam amá-lo, como foi o caso de Lilia Brik e seu marido Ossip. "
( fonte http://www.abi.org.br/colunistas.asp?id=917)
Sierguei Iessienin à Maiakovski
Até logo, até logo companheiro.
Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Eu te guardo no meu peito e te asseguro:
Nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.
Não faças um ar tão pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.
A SIERGUÉI IESSIÊNIN
como se diz,
para o outro mundo.
Vácuo. . .
Você sobe,
entremeado às estrelas.
Nem álcool,
nem moedas.
Sóbrio.
Vôo sem fundo.
Não, lessiênin,
não posso
fazer troça, -
Na boca
uma lasca amarga
não a mofa.
Olho -
sangue nas mãos frouxas,
você sacode
o invólucro
dos ossos.
Sim,
se você tivesse
um patrono no "Posto"(1) -
ganharia
um conteúdo
bem diverso:
todo dia
uma quota
de cem versos,
longos
e lerdos,
como Dorônin(2).
Remédio?
Para mim,
despautério:
mais cedo ainda
você estaria nessa corda.
Melhor
morrer de vodca
que de tédio !
Não revelam
as razões
desse impulso
nem o nó,
nem a navalha aberta.
Pare,
basta !
Você perdeu o senso? -
Deixar
que a cal
mortal
Ihe cubra o rosto?
Você,
com todo esse talento
para o impossível;
hábil
como poucos.
Por quê?
Para quê?
Perplexidade.
- É o vinho!
- a crítica esbraveja.
Tese:
refratário à sociedade.
Corolário:
muito vinho e cerveja.
Sim,
se você trocasse
a boêmia
pela classe;
A classe agiria em você,
e Ihe daria um norte.
E a classe
por acaso
mata a sede com xarope?
Ela sabe beber -
nada tem de abstêmia.
Talvez,
se houvesse tinta
no "Inglaterra"(3);
você
não cortaria
os pulsos.
Os plagiários felizes
pedem: bis!
Já todo
um pelotão
em auto-execução.
Para que
aumentar
o rol de suicidas?
Antes
aumentar
a produção de tinta!
Agora
para sempre
tua boca
está cerrada.
Difícil
e inútil
excogitar enigmas.
O povo,
o inventa-línguas,
perdeu
o canoro
contramestre de noitadas.
E levam
versos velhos
ao velório,
sucata
de extintas exéquias.
Rimas gastas
empalam
os despojos, -
é assim
que se honra
um poeta?
-Não
te ergueram ainda um monumento -
onde
o som do bronze
ou o grave granito? -
E já vão
empilhando
no jazigo
dedicatórias e ex-votos:
excremento.
Teu nome
escorrido no muco,
teus versos,
Sóbinov(4) os babuja,
voz quérula
sob bétulas murchas -
"Nem palavra, amigo,
nem so-o-luço".
Ah,
que eu saberia dar um fim
a esse
Leonid Loengrim!(5)
Saltaria
- escândalo estridente:
- Chega
de tremores de voz!
Assobios
nos ouvidos
dessa gente,
ao diabo
com suas mães e avós!
Para que toda
essa corja explodisse
inflando
os escuros
redingotes,
e Kógan(6)
atropelado
fugisse,
espetando
os transeuntes
nos bigodes.
Por enquanto
há escória
de sobra.
0 tempo é escasso -
mãos à obra.
Primeiro
é preciso
transformar a vida,
para cantá-la -
em seguida.
Os tempos estão duros
para o artista:
Mas,
dizei-me,
anêmicos e anões,
os grandes,
onde,
em que ocasião,
escolheram
uma estrada
batida?
General
da força humana
- Verbo -
marche!
Que o tempo
cuspa balas
para trás,
e o vento
no passado
só desfaça
um maço de cabelos.
Para o júbilo
o planeta
está imaturo.
É preciso
arrancar alegria
ao futuro.
Nesta vida
morrer não é difícil.
O difícil
é a vida e seu ofício.
(Tradução de Haroldo de Campos)
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1. Alusão à revista Na Postu (De Sentinela), órgão da RAPP (Associação Russa dos Escritores Proletários), cujos colaboradores se mostravam muito zelosos em atacar os escritores que lhes pareciam transgredir a moral proletária.
2. Referências ao poeta soviético I.I. Dorônin (n. em 1900).
3. Hotel em que Iessiênin se suicidou.1. Alusão à revista Na Postu (De Sentinela), órgão da RAPP (Associação Russa dos Escritores Proletários), cujos colaboradores se mostravam muito zelosos em atacar os escritores que lhes pareciam transgredir a moral proletária.
2. Referências ao poeta soviético I.I. Dorônin (n. em 1900).
4. O famoso cantor L.V. Sóbinov (1872-1934) foi um dos participantes
da homenagem à memória de Iessiênin, que teve lugar no Teatro de Arte de Moscou, em 18 de janeiro de 1926, quando interpretou uma canção de Tchaikóvski.
da homenagem à memória de Iessiênin, que teve lugar no Teatro de Arte de Moscou, em 18 de janeiro de 1926, quando interpretou uma canção de Tchaikóvski.
5. O papel de Loengrim, da ópera deste nome, de Wagner, constituiu um dos grandes êxitos da carreira artística de Leonid Sóbinov.
6. O crítico P.S. Kógan (1872-1932), representante da crítica mais dogmática, com quem Maiakóvski manteve freqüentes polêmicas.
( fonte : http://www.culturapara.art.br/opoema/maiakovski/maiakovski_poema.htm)
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